quarta-feira, 29 de julho de 2009
FIOS DE SEPARATISMO AINDA AMEAÇA A ESPANHA
quarta-feira, 1 de abril de 2009
MENTIRAS DE 1° DE ABRIL QUE GOSTARIAMOS DE OUVIR
Mais uma campanha do governo e da iniciativa privada deu certo. A população da maior metrópole do país começou a deixar seus carros em casa e aderiu à bicicleta como principal meio de locomoção, saindo sobre duas rodas pelos mais de 200 quilômetros de ciclovias construídas em São Paulo. Já foram instalados também suportes para bikes nos ônibus e bicicletários em todas as estações de trem e metrô, além da redução de estacionamentos para carros em shoppings, bares e restaurantes. As vagas foram divididas e onde um carro parava, 3 bicicletas podem estacionar. Prova de que a ação está dando resultados foi a última sexta-feira, no horário de pico, que o congestionamento em São Paulo não passou de 20 quilômetros. Para apoiar essa ação, os fabricantes das magrelas reduziram os preços graças a incentivos fiscais. Além disso, os novos meios de locomoção adotados pelos moradores de São Paulo ganharão novos modelos. Sairão da fábrica com pisca alerta, seta, farol e até uma buzina mais potente. O governo promete mais: em menos de dois anos, as principais rodovias do Estado serão tomadas por ciclovias na proporção de uma pista de carros para quatro pistas de bicicletas. E as bikes não melhoram apenas o trânsito, mas a poluição também.
Após o grande incêndio que arruinou mais de 80% das plantações de cocaína e maconha na América do Sul, idealizado e executado por uma frente latino-americana pró-imperialismo, o mercado brasileiro do tráfico de drogas não resistiu a estiagem de matéria-prima para o refinamento e distribuição de entorpecentes. Consequentemente, surgiram milhares de desempregados do tráfico. Por isso, o governo brasileiro, em conjunto com centrais sindicais, criou um programa nacional de qualificação profissional para os ex-traficantes e ex-assistentes também. Dentre os cursos mais procurados, estão os de Segurança (45%) e Jardinagem (20%). Como pré-requisito para participar, os interessados têm que entregar todas as suas armas, além de assinarem um termo em que se comprometem a trabalhar como voluntários nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.
03) Palestina e Israel dão lugar à República Judaico-Islâmica de Jerusalém
Depois de anos de ações militares e atentados sangrentos, palestinos e israelenses finalmente dar um aperto de mão definitivo pela paz. Com a mediação da União Européia, dos Estados Unidos e brilhante atuação diplomática do Brasil, que finalmente conseguiu um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, foi fundada oficialmente a República Judaico-Islâmica de Jerusalém. O mais novo Estado do mundo será binacional, com representantes palestinos e israelenses nos três poderes. A capital será em Jerusalém e o país será administrado por dois primeiros-ministros, um palestino e um israelense. As línguas oficiais do país serão o árabe e o hebraico. Movimentos radicais de ambos os lados resolveram encerrar suas atividades em nome da coexistência pacífica. O Muro da Cisjordânia foi demolido e apenas um trecho foi mantido com grafites pela paz, em uma galeria a céu aberto, como aconteceu com o Muro de Berlim. Os antigos assentamentos israelenses agora estarão disponíveis para que os palestinos possam adquirir as casas.
Depois da nova regra ortográfica, a língua portuguesa também vai ganhar uma reforma linguística. Com a ajuda de estudiosos e da Academia Brasileira de Letras, o projeto que proíbe o uso incorreto do gerúndio foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira, 1º de abril. Ninguém mais vai "poder estar verificando" seu pedido com a pena de ser multado. O cliente que tiver seus ouvidos lesados pelo mau uso da língua, deverá denunciar a empresa, que pode ser multada em até R$ 5 mil. Para não correr o risco, muitas empresas já têm contratado professores de português para ensinar os funcionários a trocar o "vou estar fazendo" pelo bom e velho "vou fazer" ou "farei".
05) Ricardo Teixeira anuncia saída e convoca eleições na CBF
O homem forte do futebol brasileiro enfim resolveu largar o osso: Ricardo Teixeira anuncia sua saída do comando da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e anuncia eleições na entidade para breve. "Penso que está na hora do futebol brasileiro se renovar e sair das mãos das mesmas três ou quatro pessoas. A Seleção Brasileira agora é assunto ", disse o presidente, em inacreditável mea-culpa. O momento de transição no comando da entidade envolve mudanças no regimento, que permitem um mandatário se reeleger apenas uma vez. O mesmo deve valer para todas as federações estaduais do país.
06) Internet sem fio grátis é implementada em todo o território nacional
Agora sim o Brasil já pode ser apontado como um país que está 'na crista da onda' da internet. O governo federal deu início hoje à maior e mais rápida rede sem fio (wireless) nacional gratuita do mundo, que cobre 98% do seu território. Boa parte da verba para custear o projeto veio do ISEL (Imposto Sobre Excesso de Lucro), implantado pelo governo federal no ano passado, que é pago pelas empresas privadas que ultrapassam a barreira dos 10% de lucro anual.
No esforço mundial para diminuir as consequências do aquecimento global, China e Estados Unidos tomaram uma resolução histórica. O presidente Barack Obama e o líder chinês Hu Jintao decidiram, no que ficou conhecido como 'Acordos de Londres', cortar pela metade a emissão de gases poluentes. Os dois países irão diminuir drasticamente o uso de combustíveis fósseis em automóveis, aumentando a frota de carros com biocombustíveis. As indústrias da China e dos EUA serão taxadas para utilizar energia limpa em seus parques produtivos. Os empréstimos para empresas e produtores agrícolas dos dois países estarão vinculados aos certificados de créditos de carbono, ou seja, quem emitir menos gases poluentes terá maior linha de crédito. Em tempos de crise, uma solução ideal para diminuir a poluição e salvar a economia.
08) Lançado I Aberto Rio-São Paulo de natação urbana
A despoluição das águas brasileiras é o principal mote da realização do I Torneio Rio-São Paulo de Natação Urbana, evento inimaginável há alguns meses, visto a poluição até então existente nos rios e litorais brasileiros. As primeiras etapas da modalidade serão realizadas nos rios Tietê e Pinheiros, em São Paulo, e na Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro.
Pressionados pelo movimento "Arregaça a Manga Brasil", um decreto de lei foi aprovado obrigando os membros dos 3 poderes a trabalharem como funcionários de empresas privadas. Haverá um crachá eletrônico que controlará entrada e saída de cada parlamentar, tanto no Congresso como no Senado e cada cidadão poderá conferir na internet como está a frequencia de cada um deles. Aquele deputado ou senador que tiver mais de quatro ausências no mês, sem justificativa, será automaticamente desligado e substituido por seu respectivo suplente.
Atenção: este artigo é puramente ficção, em homenagem ao dia de hoje, 1º de abril, quando comemoramos o Dia Mundial da Mentira. Portanto, não leve a sério nada do que está escrito acima, pois, infelizmente, nenhum dos tópicos irá acontecer de verdade.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
A crise em Gaza e a necessidade de criação do Estado Árabe Palestino
A Guerra dos Seis Dias de 1967 com a ocupação de extensos nacos de territórios do Egito, Síria e Jordânia, ampliou a extensão territorial sobre domínio judeu forçando grande movimento migratório de árabes palestinos ao longo da fronteira.Em 1973 outro fato incendiou ainda mais a relação beligerante entre árabes e judeus, a Guerra do Yom kippur, como outras tantas vencida por Israel, trouxe sérios impactos econômicos como o inicio da especulação do preço do barril de petróleo.
No recente massacre da Faixa de Gaza, as autoridades de Israel utilizam o já enfadonho discurso de que a melhor forma de se defender das ações do Hamas e dos demais grupos terroristas é usando a tática da "melhor defesa é o ataque" e ai, promove como vimos agora enorme saldo de carnificina ao qual não escapou da precisa mira dos potentes caças de Israel, crianças, mulheres e velhos. Outra legitimidade tola utilizada no discurso de Tel Aviv é o controle do espaço aéreo, terrestre e litorâneo do território palestino como medida de sustentação de intimidação da ação terrorista.
Independentemente da condução da política externa de Washington em um novo mandato, o certo é que após a grande e intolerante ofensiva israelense sobre a Faixa de Gaza durante o início de 2009, conclui que as principais lideranças mundiais devem deixar o discurso e partir para a prática quanto ao assunto da necessidade de criar um estado palestino.
Da mesma forma, o saldo do Holocausto da 2° Guerra, instigou o mundo a ser favorável a criação de um lar para a grande nação judaica, durante a segunda metade dos anos 40, quando da criação do até então novo organismo multilateral – a ONU, representada pela sua instância máxima a Assembléia Geral, teve dentre uma das primeiras resoluções de suma importância a discussão do Plano de Partilha da Palestina com uma divisão assimétrica que, do mais favoreceu enormemente os judeus.
E agora, após assistirmos por via satélite em tempo real o massacre da ação de Israel sobre a Faixa de Gaza, a diplomacia mundial vai ficar literalmente na diplomacia. E o governo brasileiro, que até então se manifestou de forma muito tímida, observando o grau de importância do país na atual cena global, visto que agora não somos apenas um telespectador, já podemos dispontar como atores (vide a punjança dos indicadores econômicos do país) em importantes decisões. Deve a política externa brasileira ter posição concreta, logicamente favorável a criação de um estado árabe palestino, como assim fez o saudoso diplomata brasileiro Oswaldo Aranha que teve papel fundamental durante o processo de formação da nação de Israel em 1948.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
A transferência de Kaká para o futebol inglês
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Postagens antigas e Recesso
Saliento por oportuno, que na parte inferior da tela no lado direito, clique em postagens antigas. Lá você encontrará abordagens de temas de interresse relevante na conjuntura global: crise financeira, os biocombustíveis e a fome no mundo, crise no Oriente Médio, entre outros.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Os melhores e os piores de 2008 na música e entretenimento
Dança do Creú e Mulher Melância: Com toda volúpia do seu bumbum (contrariando o exposto, qual homem não gosta?!), ela representa a vulgaridade da exposição midiática da mulher brasileira e, ainda ficamos "enfurecidos" com a visão pejorativa que o estrangeiro tem de nossas mulheres - "as mulheres-sexo". Quanto ao funk (representação real da moçada da periferia carioca) representado por ela, não tem a mesma profundidade das suas partes-traseira. Junto com sua imagem ainda vem a ridicularidade da Dança do Quadrado, Dança do Xixi e as mulheres frutas. Mas ainda assim, foi o ano do funk carioca.
Programas de auditório: Entra ano e sai ano, tem que estar presente em todas as listas dos piores, destaque para o programa da senhora Jaegger. Luciana Gimenez, podia aproveitar a oportunidade e ficar sempre calada, a pauta de seu programa usa sempre os mesmos clichês a respeito do mundo das subcelebridades e temas de vital interesse anti-social como o relacionamento homossexual entre Tammy Gretchen e uma atriz pornô. Não perderei mais tempo em falar sobre esse tema.
Seleção Brasileira com o Dunga: Sinceramente, mesmo que os resultados estejam dando credibilidade (vide o ilusório 2° lugar nas eliminatórias) a nossa seleção com o técnico em questão joga feio, de forma pragmática e previsível e ainda dependente dos lampejos de Robinho, Kaká e dos gols de Luis Fabiano. Quando não funciona aí, é um Deus nos acuda. Destaque para a solidez da defesa.
Participação brasileira nas Olimpíadas: Pífia a nossa participação dado os investimentos que o COB diz ter realizado, dessa vez nossos atletas receberam todo apoio possível. Apenas 3 medalhas de ouro não é suficiente pela magnitude que representa nosso país no mundo. Muitos amarelaram bonito como Diego Hypolito, seleção de futebol e o judô, que até então ostentava vários atletas campeões mundiais como Thiago Camilo. A excessão do Ciello, parabéns as mulheres, as melhores conquistas vieram delas - vide volei, Maurren Maggi e as meninas da Vela.
OS MELHORES DE 2008:
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Gabarito Preliminar - PROVA PAS - Itens de Geografia - 1° Etapa
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
DEIXE SEU COMENTÁRIO SOBRE A DISCIPLINA E O PROFESSOR
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
1° ANOS - GABARITO - Prova PAS - 1° Etapa - 2006 (Apostila - Revisão)
terça-feira, 4 de novembro de 2008
BIRD analisa Desmatamento no Ecossistema Amazônico ( 2° e 3° ANOS)
A ocupação intensa da Amazônia começou no início da década de 1970. Embora áreas extensas ainda permaneçam intactas, a taxa de perda da floresta é dramática, em especial no “arco do desmatamento”, ao longo das bordas sul e leste. A perda da biodiversidade e os impactos climáticos são as maiores preocupações. A vastidão das florestas remanescentes significa que os impactos potenciais do desmatamento de forma continuada são muito mais importantes que os já severos impactos que ocorreram até hoje.
Apreocupação mundial com os desmatamentos da Amazônia brasileira é em parte motivada pela imagem de um processo destrutivo no qual os benefícios econômicos e sociais são menores que as perdas ambientais. Essa percepção é também subjacente aos diagnósticos, formulação e avaliação das políticas públicas propostas pelas organizaçõesgovernamentais e não-governamentais que atuam na região, incluindo o Banco Mundial. O objetivo desse relatório é mostrar que, diferentemente das décadas de setenta e oitenta, quando a ocupação econômica foi induzida por incentivos e políticas governamentais, os desmatamentos recentes em várias regiões da Amazônia são impulsionados pela pecuária de média e grande escalas. Obedecendo à lógica privada, a dinâmica do processo de ocupação tornou-se autônoma, como demonstra o crescimento significativo dos desmatamentos na década de noventa, apesar da redução substancial dos estímulos e incentivos das políticas governamentais. Dentre as causas dessa transformação destacam-se as mudanças e adaptações tecnológicas e gerenciais das atividades pecuárias às condições geo-ecológicas da Amazônia Oriental que permitiram o aumento da produtividade e a redução dos custos.
Consoante com esta lacuna de conhecimento, existe uma percepção de que o processo dos desmatamentos da Amazônia brasileira produz perdas ambientais substanciais e pífios ganhos econômicos e sociais. Além de existir incerteza sobre a exata dimensão das perdas e dos cus tos ambientais dos desmatamentos, a percepção sobre os possíveis ganhos econômicos e sociais do processo carece de base empírica e analítica.Isto tem levado a uma gama de perspectivas sobre o real processo de ocupação e desmatamento. Entre elas incluem-se:
*os agentes dos desmatamentos têm horizontes de planejamento curto e baseiam suas atividades na mineração de nutrientes da floresta;
* a pecuária na Amazônia é pouco rentável e sua persistência só se explica pelos subsídios ou créditos do governo que sustentam ganhos especulativos;
*os pequenos produtores são importantes agentes do processo dos desmatamentos;*a extração da madeira é uma das principais causas dos desmatamentos;
* as estradas são também causas dos desmatamentos (e não conseqüência do alto
potencial da agropecúaria da região);
*a soja vem se expandindo rapidamente no cerrado, pressionando a expansão da fronteira agrícola para as regiões de florestas;
*os custos ambientais, medidos local, nacional e globalmente, são tão elevados que tornam ]irracionais quaisquer atividades causadoras dos
desmatamentos;
Atualmente, o avanço das plantações de soja na região apresenta-se como a maior ameaça, com seu estímulo para o investimento m aciço do governo em infra-estrutura, como hidrovias, ferrovias e rodovias. O desenvolvimento da infra-estrutura desata uma cadeia traiçoeira de investimento e exploração que pode destruir mais florestas do que as próprias plantações. As evidências sobre os desmatamentos e uso do solo da Amazônia, apresentadas no trabalho, demonstram que a pecuária é a principal atividade econômica na região e que são os médios e grandes pecuaristas os maiores responsáveis pelos desmatamentos. Os pequenos proprietários atuam como fornecedores de mão-de-obra ou agentes intermediários que "esquentam" a posse da terra, mas sua contribuição direta para os desmatamentos é pequena. Independentemente das diferenças de motivações, interesses e estratégias econômicas dos inúmeros atores sociais que atuam na fronteira, ao final do processo de ocupação tem-se, quase inevitavelmente, a ocupação pecuária, que atualmente responde por cerca de 75% das áreas desmatadas na Amazônia.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
ATENÇÃO - MUDANÇAS NO PAS PARA 2009 (todas etapas)
Apenas um dos livros escolhidos para o subprograma 2009 — Almanaque Brasil Socioambiental 2008 — não está nessa condição. Ele custa R$ 38, mas a idéia é que ele seja utilizado nas três séries a partir do ano que vem. "Primeiro, os estudantes de escola pública conquistaram a gratuidade das inscrições. Agora, essa medida é uma nova conquista para a maioria, que possui um poder aquisitivo pequeno e uma obra de R$ 25 pesa no orçamento.
Outra importante novidade que pode surpreender os alunos é a inclusão do Artigo 5.º da Constituição da República Federativa do Brasil. Ele trata dos direitos e deveres individuais e coletivos no país. Como na 1ª etapa do programa o objetivo principal é analisar como o estudante se vê inserido no mundo, a leitura do artigo contribui para a reflexão. Outros textos atuais farão parte da matriz de objetos, mas ainda não foram definidos. A sugestão é de que eles contemplem outras linguagens, como blogs. Com certeza, essas mudanças tornarão o processo mais democrático e inclusivo.
Também haverá mudanças nas obras previstas para a 2ª etapa do subprograma 2008. Os professores das escolas e o Cespe decidiram retirar alguns livros das recomendações. Dias e dias, de Ana Miranda, A máquina, de Adriana Falcão e Mundo sustentável, de André Trigueiro, não farão mais parte da matriz de objetos de avaliação para 2009.
Onde encontrar · eBooksBrasil (http://www.ebooksbrasil.org/) · Biblioteca Nacional Digital do Brasil (www.bn.br/bndigital) · Ministério da Educação (http://www.dominiopublico.gov.br/) * O único livro que não é de domínio público. Pode ser adquirido pelo site http://www.socioambiental.org/ .
É ISSO AI GALERA. PODEM CAIR MATANDO A PARTIR DE 2009.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
A URBANIZAÇÃO NO MUNDO (1°ANOS)
No caso do Terceiro Mundo, a urbanização é um fato bem recente. Hoje, quase metade da população mundial vive em cidades, e a tendência é aumentar cada vez mais. A cidade subordinou o campo e estabeleceu uma divisão de trabalho segundo a qual cabe a ele fornecer alimentos e matérias-primas a ela, recebendo em troca produtos industrializados, tecnologia etc. Mas o fato de o campo ser subordinado à cidade não quer dizer que ele perdeu sua importância, pois não podemos deixar de levar em conta que: • Por não ser auto-suficiente, a sobrevivência da cidade depende do campo; • Quanto maior a urbanização maior a dependência da cidade em relação ao campo no tocante à necessidade de alimentos e matérias-primas agrícolas. Conceito A urbanização resulta fundamentalmente da transferência de pessoas do meio rural (campo) para o meio urbano (cidade). Assim, a idéia de urbanização está intimamente associada à concentração de muitas pessoas em um espaço restrito (a cidade) e na substituição das atividades primárias (agropecuária) por atividades secundárias (indústrias) e terciárias (serviços). Entretanto, por se tratar de um processo, costuma-se conceituar urbanização como sendo "o aumento da população urbana em relação à população rural", e nesse sentido só ocorre urbanização quando o percentual de aumento da população urbana é superior a da população rural.
A Inglaterra foi o primeiro país do mundo a se urbanizar (em 1850 já possuía mais de 50% da população urbana), no entanto a urbanização acelerada da maior parte dos países desenvolvidos industrializados só ocorreu a partir da segunda metade do século XIX.
Além disso, esses países demoram mais tempo para se tornar urbanizados que a maioria dos atuais países subdesenvolvidos industrializados. Vemos, então, que, em geral, quanto mais tarde um país se torna industrializado tanto mais rápida é sua urbanização. Observe esses dados:
• Em 1900 existiam no mundo dezesseis cidades com população superior a 1 milhão de habitantes. Dessa, somente duas (Pequim e Calcutá) pertenciam ao Terceiro Mundo.
• Em 1950 havia vinte cidades no mundo com população superior a 2,5 milhões de habitantes. Dessas, apenas seis (Xangai, Buenos Aires, Calcutá, Bombaim, Cidade do México e Rio de Janeiro) estavam situadas no Terceiro Mundo. Observação: a cidade de São Paulo nem constava dessa lista.
• Para o ano 2000, as estimativas mostram que, das 26 aglomerações urbanas com mais de 10 milhões de habitantes, nada menos que vinte delas estarão no Terceiro Mundo. A maior aglomeração urbana mais populosa do mundo será a Cidade do México, com 32 milhões de habitantes, o equivalente à população da Argentina em 1990. São Paulo aparece como a segunda aglomeração urbana, com 26 milhões de habitantes. Urbanização nos diferentes grupos de países
Considerando-se os vários agrupamentos de países, a situação urbana pode ser simplificada como mostramos a seguir. Países capitalistas desenvolvidos. A maior parte desses países já atingiu índices bastante elevados e, praticamente, máximos de urbanização. A tendência, portanto, é de estabilização em torno de índices entre 80 e 90%, embora alguns já tenham ultrapassado os 90%. Países capitalistas subdesenvolvidos. Nesse grupo, bastante heterogêneo, destacamos:
• Subdesenvolvidos industrializados. A recente e rápida industrialização gerou acentuado desequilíbrio das condições e da expectativa de vida entre a cidade e o campo, resultando num rapidíssimo processo de urbanização, porém com conseqüências muito drásticas (subemprego, mendicância, favelas, criminalidade etc.). Isso porque o desenvolvimento dos setores secundário e terciário não acompanhou o ritmo da urbanização, além da total carência de uma firme política de planejamento urbano. Alguns desses países apresentam taxas de urbanização iguais e até superiores às de países desenvolvidos, embora, com raras exceções, a urbanização dos países subdesenvolvidos se apresente em condições extremamente precárias (favelas, cortiços etc.).
• Subdesenvolvidos não-industrializados. Em virtude do predomínio das atividades primárias, a maior parte desses países apresenta baixos índices de urbanização. Países socialistas. Os países socialistas são relativamente pouco urbanizados. A razão fundamental está na planificação estatal da economia, que tem permitido ao estado controlar e direcionar os recursos (investimentos), podendo assim exercer maior influência na distribuição geográfica da população. Os índices de população urbana dos países socialistas desenvolvidos são semelhantes aos do subdesenvolvidos industrializados.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Expansão da área de influência de Brasília (1° e 2° ano)
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Veja os fatos cronológicos da crise econômica (3°)
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL788650-9356,00-DOLAR+VOLTA+A+SUBIR+APOS+MAIOR+ALTA+EM+NOVE+ANOS+NA+VESPERA.html
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Oasis lança seu novo álbum
Dig out your soul, gravado no lendário estúdio Abbey Road, o sétimo trabalho de estúdio de uma das principais bandas britânicas. Surgida na década de 90 na fria e úmida Manchester, envolvidos na nostalgia e nas influências de outras bandas do itinerário Manchester - Liverpool como Beatles, Stone Roses, Smiths, Happy Mondays. Liderada pelos criativos e encrenqueiros irmãos Gallagher, o Oasis foi juntamente com o Blur (outra banda de Manchester) os responsáveis pelo ressurgimento do Britrock no cenário mundial, num período em que a também fria e úmida Seattle, na costa do pacífico norte-americano também despontava suas bandas, modas e tendências, era o auge do Grunge com Nirvana, Alice in Chains e Pearl Jam. É com certeza um lançamento esperado para a galera que curte a qualidade e a sonoridade proveniente da velha ilha. As músicas já se encontram disponíveis para audição em: http://www.myspace.com/ ou http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=4385325. É só ouvir !!!
Entenda a crise econômica nos EUA (3°ano)
A globalização nos colocou todos em um mesmo barco. Um barco a mercê das tempestades e marés econômicas. A interdependência dos mercados mundiais cria um efeito borboleta muitas vezes devastador em economias que dependem quase que exclusivamente dos investimentos e ânimos internacionais.
A crise imobiliária dos EUA, assunto obrigatório em noticiários econômicos, gera um ambiente movediço na estrutura macroeconômica nacional. Somos afetados sem ao menos saber o que nos atingiu. O objetivo desse artigo é elucidar alguns pontos que ajudarão na compreensão desse fenômeno internacional.
Com a grande depressão iniciada em 1929, o mundo conheceu um vilão criado pela "mão invisível" do mercado defendida por Adam Smith, a Recessão econômica. Desde então, nada assusta mais o desenvolvimento de uma economia que uma desaceleração generalizada no consumo. Em 2001, após os atentados terroristas de 11 de setembro, os EUA estiveram à beira de uma crise. Os estadunidenses reduziram drasticamente o consumo, levando o presidente George W. Bush a divulgar um comunicado à nação convidando-os às compras. No mesmo período o Federal Reserve, banco central norte-americano, baixou significativamente a taxa básica de juros. O mercado reagiu a essas medidas e o resultado foi uma grande abertura nas linhas de crédito imobiliário, inclusive às pessoas que se enquadravam no subprime, clientes que não têm uma renda comprovada e possuem um histórico de inadimplência.
O grupo de clientes subprime, oferecem um alto risco de retorno de capital e devido a isso pagam juros que chegam até 12%. Querendo não arcar com todo o risco envolvido nessa transação imobiliária, as financeiras abrem títulos no mercado com o intuito de adiantar vencimentos, tais títulos são bem aceitos justamente por conta da alta taxa de juros envolvida. Corretoras de investimento compram os títulos, gerando um outro capital a ser emprestado pela financeira, e repassam os papéis como proposta de investimento a seus investidores espalhados por todo o mundo. Essa cadeia gera uma liquidez incerta, um efeito cascata onde se o cliente subprime não cumprir com sua obrigação de dívida, todos os demais setores envolvidos serão afetados.
Após a retomada do crescimento norte-americano, por volta de 2003-2004, o FED sentiu-se à vontade em aumentar a taxa de juros. As pessoas que tinham adquirido seus imóveis, que possuíam seus compromissos hipotecários, viram suas dívidas praticamente duplicarem de valor. O resultado foi um aumento significativo no índice de inadimplência, o que gerou a chamada "bolha imobiliária" que veio a explodir em meados de 2007. Essa bolha criada pela inadimplência cria um enrosco contábil nas contas das várias instituições financeiras e corretoras de investimentos que vêem com a deflagração da crise, os saques de seus investidores.
O quadro atual é que o consumidor norte-americano pode ficar sem moradia, sem poupança e diminuir seu consumo, com isso o maior importador global, os EUA, deixam de comprar mercadorias internacionais afetando o comportamento exportador de algumas nações; sem falar na redução dos investimentos estrangeiros e a diminuição dos negócios nas bolsas de valores de todo o mundo.
Os EUA já assumiram a crise e criaram pacotes econômicos na tentativa de conter o fenômeno imobiliário. O Brasil devido a uma moeda segura e estável, a um valor confortável de reservas internacionais em dólares, está preparado mas não imune a turbulências internacionais.
Não podemos ter mais uma visão clássica de que num mercado global cada país é uma ilha. Uma crise numa grande economia como a americana afeta à todos, a questão não é torcer ou não torcer para que tal situação seja superada, e sim criar mecanismos que nos dêem uma estabilidade econômica para o que possa vir de pior ainda nessa tempestade.
Por: Caio Cézar
Professor de Matemática e estudante de Economia pela Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC
